quarta-feira, junho 01, 2011

PROJETOS DE INCENTIVO À LEITURA SE MULTIPLICAM POR TODO O PAÍS ...


Nosso blog, além de divulgar nosso trabalho tem a responsabilidade e o direito de divulgar todas as informações referentes a iniciativas de leituras no país. Dessa forma, achamos esse artigo interessante e importante para fortalecer a luta pela expansão de iniciativas a leitura.


                                                     Maristela Melo - coordenadora do projeto leituras ao vento.



ACESSO À LEITURA GANHA ESPAÇO



Crescem iniciativas que oferecem livros e uso gratuito de bibliotecas
MARLENE JAGGI

Detalhe da Borrachalioteca
Foto: João Gustavo Soares
O mineiro Marcos Túlio Damasceno, de 32 anos, sempre foi apaixonado por livros e um observador dos hábitos das pessoas. Licenciado em letras, não deixava de notar o interesse dos amigos e clientes da borracharia do pai pelos jornais e revistas que ficavam entre os pneus, à disposição de quem os quisesse ler. Solícito, decidiu ajeitar uma estante com livros no estabelecimento. A iniciativa agradou tanto aos moradores de Sabará, município a 25 quilômetros de Belo Horizonte, que o professor se jogou de corpo e alma no projeto. Resultado: dos primeiros 70 livros de 2002 passou a um acervo de 20 mil exemplares nas quatro unidades atuais da Borrachalioteca: a sede, que ainda funciona dentro da borracharia; a Sala Son Salvador, no bairro Cabral; o espaço Libertação pela Leitura, aberto dentro do presídio de Sabará, e a Casa das Artes (que abriga uma biblioteca infanto-juvenil e uma Cordelteca). “Acabamos nos tornando referência para os amantes da leitura na cidade”, conta Damasceno.
A Borrachalioteca é um dos milhares de projetos que avançam, Brasil afora, com o objetivo de oferecer à sociedade acesso gratuito à leitura. São iniciativas de todos os tipos e portes, criadas para todos os públicos, pelas mais diversas instituições – de representantes da sociedade civil às três esferas do governo – e que trazem à tona uma realidade pouco percebida: o brasileiro, de fato, lê muito pouco, mas crescem em número e diversidade as alternativas de acesso à leitura no país.

Essa onda pró-leitura inclui programas grandiosos, como o lançamento, em 2009, do Mais Livro e Mais Leitura nos Estados e Municípios, iniciativa do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) e do Instituto Pró-Livro, que visa incentivar essas instâncias de governo a criar seus próprios planos de promoção da leitura. Há também projetos pontuais de grande porte, como a reabertura em janeiro da Biblioteca Mário de Andrade na capital paulista, e a inauguração, há um ano, da Biblioteca de São Paulo, assim como iniciativas singelas semelhantes à Borrachalioteca ou ao Jegue-Livro, criado em 2005 em Alto Alegre do Pindaré (MA) e que lança mão dos recursos disponíveis para levar livros a comunidades que, de outra forma, não teriam acesso a eles: um jegue, que sai da Casa do Professor carregando dois jacás coloridos cheios de livros para levar literatura a cinco povoados da região.
“É incrível o poder multiplicador que projetos como esses têm sobre a sociedade”, diz Lourdes Atié, coordenadora pedagógica do Prêmio Viva Leitura. Criado em 2006 por iniciativa do MEC, do MinC e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o concurso recebeu até agora 2 mil inscrições no Brasil inteiro. O projeto do Jegue-Livro ganhou o prêmio em 2006. A Borrachalioteca, em 2007. “No início, foi uma surpresa encontrar um Brasil feito de pessoas não eruditas, mas comprometidas em fazer alguma coisa pela cultura. Hoje percebemos que as experiências, vencedoras ou não do prêmio, ganham visibilidade e inspiram iniciativas semelhantes”, diz ela.

Assim como a borracharia, estabelecimentos como açougues e quitandas reservam um espaço para abrigar livros e emprestá-los aos moradores vizinhos. Há também quem desenvolva propostas para seu próprio pessoal. Foi o que fez Kátia Ricomini, de 29 anos, dona da paulistana Translig, empresa de motoboys. Para incentivar o hábito da leitura entre os funcionários, que não tinham o que fazer enquanto aguardavam novas entregas, ela criou, em 2006, o projeto Translivroteca. Três anos depois implantou também o Pegadas da Leitura, que estimula a troca gratuita de livros. Funciona assim: as obras levam na contracapa um resumo do projeto, onde se pede às pessoas que, depois de ler, passem o exemplar adiante, formando uma corrente de leitura. “A pessoa lê o livro, envia um e-mail para a Translig, conta o que achou e ‘liberta’ a obra em algum local. Pode ser no ponto de ônibus, na cafeteria, no metrô – em qualquer lugar onde ele encontre um novo leitor”, diz Kátia.

FONTE: PROBLEMAS BRASILEIROS

http://migre.me/4H5FI
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=401&breadcrumb=1&Artigo_ID=6162&IDCategoria=7098&reftype=1

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